segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Contação de Histórias

A forma com que os livros são apresentados às crianças pode ser determinante para despertar o interesse pela leitura. 
A falta de intimidade com os livros é, de certa forma, um sintoma do pouco contato com bons contadores de história.
Quando o adulto se dispõe a conduzir a criança pela viagem nas histórias grafadas nos livros, vêm à tona a curiosidade típica das crianças e o desejo de mergulhar mais fundo nas águas da fantasia.
Tia Moranguinho (Soraya Neres) e sua trupe contando histórias na Praça
Lembro de quando a leitura me chamou a atenção pela primeira vez: por volta dos seis anos de idade, a minha mãe chegou com um livro bem pequeno e faltando folhas, ela mostrou as figuras, leu os pedaços da história do livro e inventou as partes que faltavam. Depois eu mesmo lia e completava os finais e os meios; coloria o livro; decorava parte do que estava escrito e repetia sozinho depois. 
Ver o olhar atento das crianças enquanto ouviam histórias na praça me fez recordar de mim mesmo, encantado com as primeiras histórias.
Depois de ouvirem a contação de histórias da Tia Moranguinho na Feira de sábado, as crianças tiveram a curiosidade de fuçar a Geloteca do Clube atrás de outras descobertas.
Emprestamos todos os gibis e livros infantis.
Espero que estes momentos sejam boas lembranças para aqueles pequenos no futuro.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O livro ainda fascina!

O discurso de que o livro não é um objeto interessante, sobretudo quando as pessoas têm acesso à internet, televisão, games, etc, não convence pessoas que sabem o quão fascinante é a leitura. 
Os livros contam histórias e as histórias nos humanizam porque nos fazem pensar e sentir o mundo diferente; acendem uma luz dentro da consciência, e essa luz é a lanterna que usamos pra iluminar caminhos que nos levam além de nós mesmos.
Os livros de poemas contém ideias e percepções materializadas em versos. Ajudam a traduzir a alma, as sensações, os sentimentos. Ainda que não sejam capazes de fazer todas as correspondências entre o material e o imaterial, ajudam a gente a lidar com nosso universo abstrato e com as questões inquietantes.

Nós, do Clube, estamos felizes por promover o encontro entre as pessoas e os livros. 
Todo sábado, pela manhã, visitantes habituais e novos leitores procuram a Barraca do Clube Literário e a Geloteca para tomar emprestado histórias, poemas e ter com a gente a boa prosa de sempre.
 
Empréstimo de livros infantins na Barraca do Clube Literário Tamboril

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quiproquó no casarão centenário

Fomos convidados pra fazer um sarau durante o Festival Grito Rock Barranqueiro, em meio à Exposição Quiproquó, que reuniu os trabalhos de seis artistas de Pirapora e Buritizeiro. 
O lugar escolhido por eles para expor foi o casarão onde hoje funciona a Fundação Caio Martins, prédio construído na primeira metade do século XX para abrigar o Hospital Regional Carlos Chagas, onde eram feitos os estudos de doenças tropicais. 
O prédio centenário também foi sede da Escola Naval e atravessou o período da ditadura militar no Brasil como internato, instituição de ensino para crianças e adolescentes carentes. 
O lugar encerra muitas histórias, parte delas carregadas de tristeza. 
Atualmente o prédio abriga as atividades da Fundação Caio Martins, atendendo crianças e adolescentes de 06 a 17 anos. 
Muitos dos que comparecemos ao evento ficamos assustados com o abandono do prédio de valor histórico tão grande. Ao mesmo tempo encantados com a atmosfera do lugar.
Na história do lugar ficou marcada também a nossa passagem: 
foi um sarau super!

terça-feira, 26 de abril de 2016

A poesia segue viagem!


Outro livro, outras viagens!
A segunda temporada de viagens literárias trouxe textos somente de escritoras que participaram do Sarau Inspirações Femininas.

A pressa, a vontade de chegar logo a um destino certo, os trajetos cotidianos, paisagens que passam pelas janelas repetidas vezes na mesma semana a caminho do trabalho, da escola, dos percursos inalteráveis. 
As viagens de quem segue nos ônibus urbanos rumo aos compromissos diários não precisam ser monótonas e restritivas. Não sempre.
Quando a gente criou o projeto Viagem Literária, lançando e distribuindo nossos livros nos ônibus, pensamos em ampliar as fronteiras e os percursos dessas viagens diárias, oferecendo aos passageiros o livro como veículo e a poesia ou a prosa como caminhos para se chegar a outros destinos.
Estamos felizes por tantos leitores que viajaram em nossos textos.
Em breve novas excursões por destinos que criaremos juntos!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

II Sarau Inspirações Femininas





Olhar e canto e gesto e palavras e cores e tudo o mais que possa ser usado para mexer com a emoção da gente. 
As mulheres que se apresentaram no II Sarau Inspirações Femininas abusaram dos recursos de que cada uma dispunha e conseguiram criar, por alguns momentos, um mundo novo ao redor de si, de nós.
"Em tudo vejo poesia: 
[...]
Nada pode escapar ao olhar
que acende em minha cabeça
a busca da metáfora para a vida"

(Maria Bethânia Alves)
        


Na exposição de artes visuais que completou o sarau, foram as carrancas, desenhos, telas, fotografias e esculturas que falaram em nome das artistas. 

"Não é o horário, a tua roupa ou teu batom. Nada justifica! Vão te falar que não é coisa de mulher direita,
de moça que se respeita. Mas eu não!" 
(Beatriz Mota Cordeiro)



 
"Não importa quando
Um dia tudo acaba.
Não há nada sem um fim,
até o começo termina no meio.
As amizades que consideramos eternas
Serão como edifícios que oscilam e caem.
Os amores que  vivemos,
Serão como filmes empoeirados,
nas prateleiras, sem espectadores.
Os planos que temos agora, 
terminarão nas contretizações e fracassos."
(Fim ou começo? - Lúcia Sopas)