domingo, 18 de junho de 2017

Cada biblioteca é do tamanho do mundo

Ontem, quando inaugurávamos mais uma minibiblioteca do Clube, a contadora de histórias Soraya Neres, ou melhor, a Tia Moranguinho, perguntou para as crianças 'o que tem dentro dos livros?'. 
Imediatamente todos responderam: histórias!!!
Daí percebi que a pequena Geloteca que entregamos àquelas crianças representa muito mais que uma coleção de livros e gibis.
Juntando todas as histórias que estão ali dentro temos um mundão a ser explorado.
Porque o mundo real não é nada mais que um conjunto de histórias sobre pessoas, lugares, animais, etc. 
Concordam?
Demoramos toda uma vida para escrever-ler uma parte ínfima dessa história.
Por outro lado, cada livro que lemos traz a oportunidade de somar ao nosso universo, de histórias vividas e imaginadas, os causos, contos, lendas e invencionices da cabeça de autores que compartilham as suas histórias conosco.

Cada biblioteca é do tamanho do mundo!
Eis a pequena Geloteca que agora pertence às crianças da Casa Abrigo, em Pirapora.
Tia Moranguinho e Tia Aninha, contadoras de histórias, apresentando os livros para a criançada da Casa Abrigo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Noite de leituras dramáticas

Inaugurado mais um ponto de leitura do Clube!
Trata-se de uma Geloteca cujo acervo reúne todos os nossos livros de teatro.
Temos certeza de que estão em boas mãos e serão muito bem utilizados pela trupe de artistas da AFAP-Associação Faces da Arte de Pirapora.
Os livros irão atender aos grupos de teatro da região e também aos estudantes que necessitem consultar, pesquisar e montar peças teatrais para trabalhos escolares ou para outros fins.
A inauguração da Geloteca aconteceu em uma noite de leitura dramática, onde a PALAVRA foi a grande protagonista. 
  Os atores convidados passearam pelos gêneros dramáticos (comédia, tragédia, infantil) e emprestaram a voz e a emoção à personagens famosos da dramaturgia brasileira.





segunda-feira, 20 de março de 2017

Inspirações Femininas - Sarau Virtual

 
Todo ano um encontro de ideias e de formas de expressão da poesia se materializa em nosso Sarau Inspirações Femininas. 
Em 2017, o sarau, que provoca o debate sobre as questões da desigualdade e violência de gênero, extrapola os limites do tempo e espaço e ganha as redes. 
Cada vídeo-poema do Sarau Virtual apresenta algumas das mulheres inspiradoras que participam do projeto. 
 Deleite-se!
 
    
  

O sarau, na íntegra, está disponível no link Sarau Virtual Inspirações Femininas

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Porque hoje é sábado

Não há muito o que dizer dos dias ensolarados que circundam a praça em que habitamos. 
Pra saber do nosso sentimento, leia os sorrisos nas imagens deste post.
Para saber do acontecimento da Feira, leia os links

Clube Tamboril incentiva leitura de crianças em Pirapora, Norte de Minas   (Portal   G1 Grandeminas)

Feira de Artesanato de Pirapora: arte popular, literatura e café da roça  (Portal Upira)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um sarau para o Velho Chico



Quem vive nas barrancas do São Francisco sabe o quanto de poesia e mistério esse rio carrega em suas águas.
Todo canto ou verso composto para descrever a beleza ou o sofrimento vivido às margens do Velho Chico sempre fica devendo, é sempre pouco comparado com intensidade dramática do pôr do sol sobre as águas barrentas.
Não é raro acontecer da poesia diluída na água doce do rio ir, displicentemente, tomando conta do coração dos poetas. 

A poesia anfíbia do barranqueiro quando fala de amor, tem água clara.
                                                quando fala de ciúme, turva.
                                                quando fala de dor, é pedra cortante no leito seco.
                                                quando é saudade, é apito de vapor.
                                                quando é tristeza, é estiagem.
                                                quando é raiva, é fel de peixe podre na margem.
                                                quando é inocência, é piaba.
                                      quando é da vida que se fala, é carranca, é medo de afogamento, é remo quebrado, é tamboril na praia, travessia, mergulho, canoa, é água, água, água. 

Um sarau feito para o rio é uma tentativa de autoanálise coletiva! 
Vera, Dóris e Ilzerita (artistas cuja obra foi o eixo central do Sarau São Francisco: nosso rio, nossa gente)

Neste sarau foi lançado o CD São Francisco: nosso Rio, nossa gente, trabalho que reúne poemas musicados que contam histórias 'das menina', Dóris, Ilzerita e Vera, que na década de 60 experimentaram registrar o que vivenciavam enquanto o rio espreitava suas descobertas, namoros, aventuras e sonhos.






"Meu velho rio, sei que existe em nós
Muita coisa em comum! Eu sei que existe!
Na tua voz enluarada e triste,
Eu julgo ouvir a minha própria voz.

E assim te vendo, São Francisco imenso,
A vagar no mundo como eu, a esmo,
Buscando alívio dentro de tu mesmo,
Das nossas vidas eu, à vezes, penso

Que esta fuga na asa da mentira
Faz a tua alma gêmea com a minha:
Tornas canção a dor que te espezinha
E eu canto as mágoas ao tanger da lira!"

(trecho do poema AFINIDADE, de Dóris Álvares, lido por Delin)

"Quando eu me sentir assim num riso leve
Tão doce e puro, e simples e feliz
De tal maneira que não se descreve
no mais belo dos versos que fiz...

Quando eu colher ao longo do caminho
os momentos de luz e de esplendor
Façam silêncio, falem bem baixinho
Eu te encontrarei e tu serás AMOR!"
(da Música a tua espera, de Dóris Álvares e Ilzerita Rodrigues)

Elaine Mourão, atriz, homenageou figuras populares com um poema de Israel Ramos, seu pai
"Som de cachoeira acalentando o meu sono
Rio que lava tantas e tantas mágoas
Carrega minhas lágrimas
Para salgar mais o mar...
Como não te amar?
Passeio em tuas ruas com carinho.
E nessa troca, há sempre um sorriso,
Um abraço, um beijo a se ofertar.
Sinto-me aninhada nesse amor.
Aqui quero ser plantada
Quando, a contragosto, me for..."

(trecho do poema de Lúcia Sopas, Pirapora, meu amor) 

 












Cia de Danças Zabelê, homenagem à cultura popular no Sarau para o Velho Chico

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conversando a gente se entende


O ato de ler, ou de escrever, pode ser muito solitário. 
Isso não nos impede de experimentarmos formas de compartilhar nossas vivências literárias uns com os outros

Com as rodas de conversa e de leitura a gente consegue sair do isolamento, quase sempre inevitável, que nós impõe a literatura.



Trocar ideias, falar sobre nossas influências e interesses literários, ler juntos, tudo isso nos aproxima e instiga ainda mais a conhecer novas pessoas, e novas obras também.


Nas rodas de conversa promovidas pelo Clube temos nos deliciado com as descobertas que nascem de cada encontro.






Em um desses encontros, uma aluna disse: "a conversa me deu mais vontade de ler!". 
Estar com os alunos-leitores-escritores das escolas públicas e trocar experiências com eles nos mostrou que fala-se pouco de literatura, até mesmo nas escolas.
Abrir mais espaços para falar de literatura, de uma forma descontraída e espontânea, talvez seja um caminho pra incentivar as pessoas a lerem mais.




segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Contação de Histórias

A forma com que os livros são apresentados às crianças pode ser determinante para despertar o interesse pela leitura. 
A falta de intimidade com os livros é, de certa forma, um sintoma do pouco contato com bons contadores de história.
Quando o adulto se dispõe a conduzir a criança pela viagem nas histórias grafadas nos livros, vêm à tona a curiosidade típica das crianças e o desejo de mergulhar mais fundo nas águas da fantasia.
Tia Moranguinho (Soraya Neres) e sua trupe contando histórias na Praça
Lembro de quando a leitura me chamou a atenção pela primeira vez: por volta dos seis anos de idade, a minha mãe chegou com um livro bem pequeno e faltando folhas, ela mostrou as figuras, leu os pedaços da história do livro e inventou as partes que faltavam. Depois eu mesmo lia e completava os finais e os meios; coloria o livro; decorava parte do que estava escrito e repetia sozinho depois. 
Ver o olhar atento das crianças enquanto ouviam histórias na praça me fez recordar de mim mesmo, encantado com as primeiras histórias.
Depois de ouvirem a contação de histórias da Tia Moranguinho na Feira de sábado, as crianças tiveram a curiosidade de fuçar a Geloteca do Clube atrás de outras descobertas.
Emprestamos todos os gibis e livros infantis.
Espero que estes momentos sejam boas lembranças para aqueles pequenos no futuro.

sexta-feira, 24 de junho de 2016

O livro ainda fascina!

O discurso de que o livro não é um objeto interessante, sobretudo quando as pessoas têm acesso à internet, televisão, games, etc, não convence pessoas que sabem o quão fascinante é a leitura. 
Os livros contam histórias e as histórias nos humanizam porque nos fazem pensar e sentir o mundo diferente; acendem uma luz dentro da consciência, e essa luz é a lanterna que usamos pra iluminar caminhos que nos levam além de nós mesmos.
Os livros de poemas contém ideias e percepções materializadas em versos. Ajudam a traduzir a alma, as sensações, os sentimentos. Ainda que não sejam capazes de fazer todas as correspondências entre o material e o imaterial, ajudam a gente a lidar com nosso universo abstrato e com as questões inquietantes.

Nós, do Clube, estamos felizes por promover o encontro entre as pessoas e os livros. 
Todo sábado, pela manhã, visitantes habituais e novos leitores procuram a Barraca do Clube Literário e a Geloteca para tomar emprestado histórias, poemas e ter com a gente a boa prosa de sempre.
 
Empréstimo de livros infantins na Barraca do Clube Literário Tamboril