segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Elisa Lucinda (Mulher na Literatura)























Nascida em Vitória/ES, em 1958, é uma artista multitalentosa. Além de jornalista e professora universitária, Elisa atua, canta e escreve. Elisa Lucinda é uma escritora que preserva um modo coloquial de se expressar.
Por ser atriz, acredita no poder da poesia falada. Em seus espetáculos de teatro o texto ganha força na sua voz e interpretação. Elisa é reconhecida pela sua obra poética, com a presença marcante da figura feminina, além do sucessos dos recitais e espetáculos de teatro, dos livros infantis  e pela atuação em prol da popularização da poesia. Seu trabalho vai além da escrita: é fundadora da instituição sócio-educativa Casa-Poema; realiza oficinas de Poesia Falada por todo o Brasil; e atua  em recitais e espetáculos do grupo teatral Companhia da Outra.



Pau de aurora

Olho na praia os homens e seus paus
os homens bons
os homens maus...
Meus Adãos...!
Olho-os todos
meus olhos pincelam seu real
seu genital
seu principal
suas surpresas
Os ricos
Os pobres
Os moles
Os duros
Os puros
Os palhas
os nobres e os canalhas.
Varas de condão
meu irmão, meu tesão
sua boba mão
sua corcunda
seu porte belo
seu amor sincero
sua mão na bunda
Ah, alegria vindoura
Meu sacro-saco
Travesseiro morno, manjedoura.
Meus olhos namoram os homens
pisando pés na areia
banhando-se
exibindo-se
se encervejando todos.
Os príncipes
os sérios
os sábios
os malucos
os síncopes
os sãos
os eunucos.
Olho na praia os homens e seus paus
suas charlas
suas cantadas
suas caras
de pau.
Barbas crescendo
barbas feitas
barbas mal escanhoadas
barbas caprichadas
barbas bem-feitas.
Escuto os homens com suas másculas fofocas:
os patrões, os empregados
as aulas, as produções
o time bárbaro
o gol que deveria ter sido
o amigo enrustido
aquela que comi
aquela que não quis me dar
o pai herói. Não dói.
Gozo de ver na praia os homens e seus paus
as olhadas
as investidas
as brochadas
os tamanhos
as disputas, os enchimentos
a tática.
Ah meus amores, não importa
o tamanho da varinha de condão
importa é a mágica!
Ah meu querido, meu gato
eu nem vou discutir
porque eu não tenho saco.
____________________________

Aviso da Lua que menstrua

Moço, cuidado com ela!
Há que se ter cautela com esta gente que menstrua...
Imagine uma cachoeira às avessas:
cada ato que faz, o corpo confessa.
Cuidado, moço
às vezes parece erva, parece hera
cuidado com essa gente que gera
essa gente que se metamorfoseia
metade legível, metade sereia.
Barriga cresce, explode humanidades
e ainda volta pro lugar que é o mesmo lugar
mas é outro lugar, aí é que está:
cada palavra dita, antes de dizer, homem, reflita..
Sua boca maldita não sabe que cada palavra é ingrediente
que vai cair no mesmo planeta panela.
Cuidado com cada letra que manda pra ela!
Tá acostumada a viver por dentro,
transforma fato em elemento
a tudo refoga, ferve, frita
ainda sangra tudo no próximo mês.
Cuidado moço, quando cê pensa que escapou
é que chegou a sua vez!
Porque sou muito sua amiga
é que tô falando na "vera"
conheço cada uma, além de ser uma delas.
Você que saiu da fresta dela
delicada força quando voltar a ela.
Não vá sem ser convidado
ou sem os devidos cortejos..
Às vezes pela ponte de um beijo
já se alcança a "cidade secreta"
a Atlântida perdida.
Outras vezes várias metidas e mais se afasta dela.
Cuidado, moço, por você ter uma cobra entre as pernas
cai na condição de ser displicente
diante da própria serpente
Ela é uma cobra de avental
Não despreze a meditação doméstica
É da poeira do cotidiano
que a mulher extrai filosofando
cozinhando, costurando e você chega com a mão no bolso
julgando a arte do almoço: Eca!...
Você que não sabe onde está sua cueca?
Ah, meu cão desejado
tão preocupado em rosnar, ladrar e latir
então esquece de morder devagar
esquece de saber curtir, dividir.
E aí quando quer agredir
chama de vaca e galinha.
São duas dignas vizinhas do mundo daqui!
O que você tem pra falar de vaca?
O que você tem eu vou dizer e não se queixe:
VACA é sua mãe. De leite.
Vaca e galinha...
ora, não ofende. Enaltece, elogia:
comparando rainha com rainha
óvulo, ovo e leite
pensando que está agredindo
que tá falando palavrão imundo.
Tá, não, homem.
Tá citando o princípio do mundo!

Hilda Hilst (Mulher na Literatura)















Exercício no 1
Se permitires
Traço nesta lousa
O que em mim se faz
E não repousa:
Uma Idéia de Deus.
Clara como Coisa
Se sobrepondo
A tudo que não ouso.
Clara como Coisa
Sob um feixe de luz
Num lúcido anteparo.
Se permitires ouso
Comparar o que penso
O Ouro e Aro
Na superfície clara
De um solário.
E te parece pouco
Tanta exatidão
Em quem não ousa?
Uma idéia de Deus
No meu peito se faz
E não repousa.
E o mais fundo de mim
Me diz apenas: Canta,
Porque à tua volta
É noite. O Ser descansa.
Ousa.
HILDA HILST, que provocou choque de costumes comportando-se de maneira ousada e provocadora, manifestou-se em público em favor da liberdade feminina tanto no âmbito profissional e artístico como no âmbito amoroso e erótico. Ela esperava se tornar uma excelente pornógrafa e recusava o feminino poetiza, por associá-lo à imagem de moça frágil.
Na década de 90, em uma entrevista concedida a TV Cultura, fez-se a seguinte pergunta para ela: Agora, Hilda, a uma mulher é permitido escrever pornografia?
Hilda respondeu: ‘’não é permitido, mas eu acho que a verdadeira natureza do obsceno é a de converter. ’’
(por David Nascimento)

FILÓ, A FADINHA LÉSBICA
Ela era gorda e miúda.
Tinha pezinhos redondos.
A cona era peluda
Igual à mão de um mono.
Alegrinha e vivaz
Feito andorinha
Às tardes vestia-se
Como um rapaz
Para enganar mocinhas.
Chamavam-lhe "Filó, a lésbica fadinha".
Em tudo que tocava
Deixava sua marca registrada:
Uma estrelinha cor de maravilha
Fúcsia, bordô
Ninguém sabia o nome daquela cô.
Metia o dedo
Em todas as xerecas: loiras, pretas
Dizia-se até...
Que escarafunchava bonecas.
Bulia, beliscava
Como quem sabia
O que um dedo faz
Desde que nascia.
Mas à noite... quando dormia...
Peidava, rugia... e...
Nascia-lhe um bastão grosso
De início igual a um caroço
Depois...
Ia estufando, crescendo
E virava um troço
Lilás
Fúcsia
Bordô
Ninguém sabia a cô do troço
Da Fadinha Filô.
Faziam fila na Vila.
Falada "Vila do Troço".
Famosa nas Oropa
Oiapoc ao Chuí
Todo mundo tomava
Um bastão no oiti.
Era um gozo gozoso
Trevoso, gostoso
Um arrepião nos meio!
Mocinhas, marmanjões
Ressecadas velhinhas
Todo mundo gemia e chorava
De pura alegria
Na Vila do Troço.
Até que um belo dia...
Um cara troncudão
Com focinho de tira
De beiço bordô, fúcsia ou maravilha
(ninguém sabia o nome daquela cô)
Seqüestrou Fadinha
E foi morar na Ilha.
Nem barco, nem ponte
O troncudão nadando feito rinoceronte
Carregava Fadinha.
De pernas abertas
Nas costas do gigante
Pela primeira vez
Na sua vidinha
Filó estrebuchava
Revirando os óinho
Enquanto veloz veloz
O troncudão nadava.
A Vila do Troço
Ficou triste, vazia
Sorumbática, tétrica
Pois nunca mais se viu
Filó, a Fadinha lésbica
Que à noite virava fera
E peidava e rugia
E nascia-lhe um troço
Fúcsia
Lilás
Maravilha
Bordô
Até hoje ninguém conhece
O nome daquela cô.
E nunca mais se viu
Alguém-Fantasia
Que deixava uma estrela
Em tudo que tocava
E um rombo na bunda
De quem se apaixonava.
(HH, Bufólicas, 1992)

Livros de Hilda para download A obscena senhora D
                                                 O Caderno Rosa de Lori Lamby
                                                 Obra poética reunida

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Maria Luzia Cardoso (Mulher na Literatura)


São milhares de "Marias" e de "Luzias" que estão por aí no interior, nas capitais, nas periferias, escrevendo sobre o que vivem, sentem e vêem. 
Maria Luzia Cardoso é uma poetiza nascida na cidade ribeirinha de Matias Cardoso. Filha de repentista, Maria Luzia desde cedo aprendeu a fazer versos. Seu poema Lamento Negro conquistou o primeiro lugar no Concurso Nacional de Poesia: NOSSA ARTE. A premiação possibilitou que ela lançasse seu único livro, Lamento Negro. O livro traz poemas sobre relacionamentos, sobre a velhice, fatos do cotidiano, natureza, preconceito e desigualdade social. Viveu em Pirapora/MG boa parte da sua vida. E foi em Pirapora que produziu grande parte da sua obra, influenciando seu filho, o violonista e poeta Luiz Caffé.


Obsessão

Quem me vê assim tão calma
Não sabe que minha alma
Sofre com um mal sem remédio

Ninguém sabe, no entanto, 
Que eu sufoco meu pranto
Nas minhas horas de tédio

Depois da sua partida
Fiquei tão deprimida
Quase perdi a razão

Vou lutar e resistir
E a ninguém mais permitir
Que brinquem com meu coração

No silêncio do meu quarto
Chorando, disse ao seu retrato
O que você ouvir não quis
Mesmo sendo cego e surdo
Esse seu retrato mudo
Sabe que sou infeliz

Se recordar é viver 
Como posso esquecer
A dor da separação?
Embora por você sofrendo
Eu vou acabar vencendo
Esse amor-obsessão. 

Literatura feminina



O próximo sarau do Clube será inteiramente dedicado à música e a poesia produzida por mulheres. 
Este sarau será um convite para conhecermos mais do universo feminino e também para suscitar a discussão a respeito da ampliação dos espaços para a mulher na literatura. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Gaia

Eu sou o chão que pisa, o ar que respira,
sou o sol que lhe ilumina e esquenta, 
sou o frio que lhe castiga
sou o castigo, o vidro que lhe fere
sou o sangue que escorre da sua pele,
sou o remédio que lhe ajuda,
sou o seu veneno e a sua cura,
seu anjo e seu demonio,
tudo que há na razão e tudo mais que for insano,
eu sou o próprio sagrado,
eu sou o profano,
sou o beijo quente de bom dia,
sou a porrada na boca do estômago,
sou a sua casa,
sou a decoração da sua parede,
sou as rosas do seu jardim,
sou a grama que toma todo o espaço das flores e afins,
sou o amor dos seus livros de poesias da cabeceira,
sou o terror do filme que passa na tevê na sexta-feira,
sou o sabor do maracujá que te acalma,
sou a pimenta malagueta que você come sem poder beber água,
sou seu trabalho que lhe sustenta,
sou as pilhas de serviço e números que lhe atenta,
sou o doce,
sou a folha amarga
sou sua amiga,
sou sua inimiga.
Eu sou mulher, eu sou Gaia!
sou a terra e o que mais há nela.


 Texto de Calyanne Gonçalves



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Deusa do Cerrado

Por onde olho,
Vejo pontos coloridos,
Serão seus olhos,
Ou ipês floridos?
Por onde ando,
Sinto o ardor da terra,
Ou será minha boca,
Sedenta por ela?
A cada passo que dou,
Sinto minhas forças se exaurindo,
Ou será a saudade de ti,
Que estou sentindo?
Com sede,
Me sacio em tuas veredas,
Com fome,
Me farto em seu pequi,
E com saudade retorno a ti,
Como um passarinho sem namorado.
Pois tu és Minha Deusa do Cerrado.








Alex Versiane
poema enviado ao Clube Literário em 03 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Poema para os poetas da minha cidade

Na minha cidade somos todos poetas!
Cedo o galo canta tecendo a manhã
E vamos viver o cotidiano como deve ser
Pois não há aqui nada de diferente
A não ser o fato de sermos todos poetas.
O padeiro é um poeta
Rabisca versos no papel de pão
Por isso é mais lido pelas manhãs...
O empresário é um poeta
Embora ocupado no ofício
De sempre bater a meta
Libertou-se da métrica
H
O
J
E
Faz
Poesia
Concreta.
Se há crimes
São todos passionais
E a cada delito o meliante
Deixa em versos sua confissão.
Vai a júri onde o advogado
Faz em rimas decassílabas
A defesa do réu poeta.
A sentença é proferida
Em sextilhas ou redondilhas.
E o juiz, que é poeta,
Usa quadras de cordel
E declama desenvolto
Dando a sentença ao réu.
As putas cobram o dobro
Se o cliente faz rimas ricas.
Nos becos os travestis
Conjugam o verbo erotizar
Sem simbolismo ou romantismo
Criando textos dadaístas
Em sentido figurado.
Outras figuras noturnas
Fazem poesia marginal
Enquanto na gráfica
Imprimem o jornal
Narrando os fatos
Em sonetos, odes e poemas épicos
Que retratam a vida agitada
Da cidade onde só uma coisa é certa:
Leis, notícias, cartas de amor,
Discursos de políticos,
Lição de matemática,
Teses de mestrado,
As palavras de um profeta,
Manuais de instruções,
Tratados de paz,
Declaração de calamidade pública,
Bula de remédio,
Receita e regras de dieta
É tudo subjetivo
E com licença poética.
Cada criança que nasce
Em vez de certidão de nascimento
Recebe do tabelião,
Que é poetiza ou poeta,
Um documento oficial
Que confere ao cidadão
Por lei rimada e irrevogável
O direito de pensar
E de viver como poeta.
(Rafael Oliveira, 16/01/2014)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Lendo nossa história


Grandes livros de 5 escritores Piraporenses. História, crônicas, relatos, poesia. Tudo aí...



Livro Pirapora, 100 anos de história: fatos, fotos e personagens que marcaram a vida da cidade.
Autores: Brenno Álvares da Silva
             Ivan Passos Bandeira da Mota
Ano 2012



Livro Na carreira do rio São Francisco: trabalho e sociabilidade dos vapozeiros.
Autor: Zanoni Neves
Ano 2006



Livro Pirapora, um porto na história de Minas.
Autores: Brenno Álvares da Silva
             Domingos Diniz
             Ivan Passos Bandeira da Mota
Ano 2000



















Livro Rio São Francisco: Vapores e Vapozeiros.
Autores:Domingos Diniz
            Ivan Passos Bandeira da Mota
            Mariângela Diniz
Ano 2009

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Livro O DESPERTAR DA ALMA


Neste livro de Geraldo Santana há um conjunto de narrativas e de poemas que remetem aos sentimentos e às contradições do ser humano. O autor, que hoje vive em Pirapora, é nascido em São Francisco, graduado em Filosofia e Teologia. Seus textos trazem reflexões sobre as angústias, os medos, a nostalgia, a tristeza, a perda, a saudade e os mistérios da alma humana, que por vezes adormece dentro dos corpos que estão distraídos pela mesquinharia da vida cotidiana. O livro O DESPERTAR DA ALMA retrata as reflexões da alma do escritor que desperta para revelar-se em verso e prosa.

HOMEM MUDO
(Geraldo Santana)

Muda-se o tempo, muda-se a vida,
Muda-se a história, 
Mais mudo

Mudam-se as coisas, a cara, a hora
E mudo.

Já não há roupa, nem marca, nem terra
E eu mudo...

Leio, canto e fico em silêncio
Mais mudo

Eu já não tenho existência, foram-se os dias
A vida e a morte
E eu mudo.

Já não há hora, nem roda,
Nem farinha,
Nem rapadura, muda

Nem campo,
Nem batalha, muda...

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Historinhas Integrais em Verso e Prosa


Mais um livro do escritor Edson Lopes. A novidade é que essas historinhas em prosa e verso foram criadas junto com os alunos da Escola Municipal Profª Coeli Ribas.

"Vivemos grandes aventuras. Contamos histórias, desenhamos histórias, pintamos histórias e, o que é melhor, fizemos uma grande amizade que se transfigurou em prosa e poesia. A maior parte dos textos que fazem parte deste livro tem um pouco da alma de cada menino ou menina do integral*"
Edson Lopes

Caricatura do escritor Edson Lopes, por Roberto "Bozzo"

*Integral - alunos que estudam em tempo integral e participam das oficinas de artes, esportes e outras atividades. Entre essas atividades está o Momento Literário, atividade coordenada pelo escritor Edson Lopes.

sábado, 13 de dezembro de 2014

A chama da vela

Na penumbra do quarto
Dançavam as sombras seus compassos
E realçavam, ora o escuro, ora o claro
Era uma chama fraca
Que aos poucos consumia
Uma vela ao meio que chorava...
Sozinha, também quieta, eu sentia
A tristeza daquela que queimava
E à meia luz, meia sombra
Eu contemplava a louca dança
Enquanto um pouco de mim morria
Como a vela...
Consumida pela própria chama  




Daisy Martins

domingo, 7 de dezembro de 2014

DAQUI - Meninice / Tempo de relembrar



Leia o poema Meninice AQUI

Tempo de relembrar
(música de Alex Bonjaez)

Numa pequena mas grande cidade
sempre fui eu um menino tímido
mas cheio de esperança
Com sonhos de criança
brincava sem parar...
Aquele velho contava histórias
de um tempo que se foi:
"Seu Dodô jogava bola
num time só de dois"
Lembro quando eu jogava ioiô
e a vó Iaiá me olhava diferente
ela não sabia jogar.
Tantas eram as brincadeiras
ai, que saudade deu...
Tempo bom não volta mais.
Feliz aqui sou eu.
Hoje tudo se modificou,
a cidade Cresceu,
as pessoas estão distantes,
mas a amizade não morreu.
Eh, menino sempre quero ser
Ah, como é bom a gente lembrar.

sábado, 6 de dezembro de 2014

Talvez esse ano...


Talvez esse ano
Eu finalmente realize meus planos
Cometa menos enganos
Ou me resolvo de vez, me desengano
Talvez esse ano.

Talvez esse ano
Eu mude de idéia
Ou talvez seja o ano da minha estréia
Talvez esse ano, me surpreenda com novidades
Ou eu talvez finalmente aceite a minha idade

Talvez esse ano, 
Eu faça as pazes com a balança
Ou consiga ter mais confiança
E pare de viver com tanta cobrança.

Talvez esse ano, 
Eu pare de me preocupar 
E esqueça os erros do passado
e resolva finalmente me perdoar 
Talvez esse ano
A vida seja do jeito que eu quero
Talvez esse ano...                                                                        

Ah, assim eu espero
Talvez esse ano, 
Eu esqueça os amores do passado
E finalmente, talvez esse ano 
Meu coração seja bem ocupado

Talvez esse ano
Eu estabeleça prioridades

E consiga ter mais espiritualidade
Talvez esse ano, eu paro de trabalhar até mais tarde
Talvez esse ano,    
O amor resolva finalmente me encontrar    
E nos próximos anos    
O meu único plano, seja simplesmente amar...
É, talvez esse ano...

(Poema de Anizia Caldeira. Desenhista e poetiza.
Publicado originalmente em 04 de fevereiro noBLOG DA ARTISTA)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

DAQUI



















No IV Sarau de Música e Poesia do Clube, recebemos os nossos convidados para mostrar trabalhos autorais, para recitar e cantar poemas e músicas que gostamos, para falar das coisas daqui. O Rio São Francisco, o cotidiano e os amores barranqueiros foram temas para a poesia que se fez presente no sarau Daqui.

Vídeo "Segura o Peixe" (Pepeh Paraguassu)
Vídeo - "Canção" (Cecília Meireles) / Música "O Ciúme" (Caetano Veloso)

Tibúrcio (Monólogo) Sarau Daqui


No Sarau DAQUI, a atriz Soraya Neres apresentou um trecho do monólogo 'Tibúrcio', criado por ela para compor uma das cenas da peça teatral RUMORES, da Cia. Kânus & Cilêncios.

Veja o texto aqui