O acesso à arte, à literatura e à poesia é o que nos humaniza e nos torna aptos para compreender a nós mesmos e aos outros. O Clube Literário Tamboril desenvolve atividades de incentivo à leitura e à fruição artístico-literária. Assim, contribuímos para a democratização do acesso a cultura em Pirapora e Buritizeiro, cidades do norte de Minas Gerais.
quarta-feira, 30 de julho de 2014
terça-feira, 15 de julho de 2014
Grande Sertão: Veredas

"Sou nascido diferente. Eu sou é eu mesmo. Diverjo de todo mundo... Eu quase que nada não sei. Mas desconfio de muita coisa."
"Mire e veja: o mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam. Verdade maior."
"Mocidade é tarefa pra mais tarde se desmentir"
"O real não está na saída nem na chegada: ele se dispõe para a gente é no meio da travessia."
"O que lembro, tenho!"
"o demônio não existe real. Deus é que deixa se afinar à vontade o instrumento, até que chegue a hora de se dançar. Travessia. Deus no meio."
"Confiança não se tira das coisas feitas ou perfeitas: ela rodeia é o quente da pessoa"
"o sentir forte da gente - o que produz ventos. Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura."
"Pensar na pessoa que se ama, é como querer ficar à beira d'água esperando que o riacho, alguma hora, esbarre de correr."
"A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é CORAGEM."
"Viver é negócio muito perigoso"
"Medo agarra a gente é pelo enraizado"
"O sertão é o sozinho... o sertão é dentro da gente... desde o raiar da aurora o sertão tonteia... o sertão é uma espera enorme"
"Sertão
velho de idades.
.... o sertão vem e volta.
não adianta se dar as costas.
Ele beira aqui, e vai beirar outros lugares tão distantes.
Rumor dele se escuta.
Sertão sendo do sol e dos pássaros:
urubu, gavião - que sempre voam, às imensidões, por sobre...
Travessia perigosa, mas é a da vida.
Sertão que se alteia e se abaixa.
Mas que as curvas dos campos estendem para mais longe.
Ali envelhece vento. E os brabos bichos, do fundo dele..."
(Estes são trechos do livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
Um clássico cuja leitura me fez sentir ainda mais parte da paisagem sertaneja do meu cerrado norte mineiro. Mais brasileiro!)
Escambo de Livros
Vamos trocar, compartilhar, emprestar, doar livros...
não há nada mais sem sentido do um livro guardado, fechado, esquecido.
domingo, 6 de julho de 2014
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Livro: Alice no País da Mesmice
Deus não deu asas aos tapetes voadores.
Ao invés de amantes, os que amam ocultos deviam ser amadores.
Os profissionais às vezes não têm profissão.
As cobras se arrastam porque não têm pernas.
o Homem anda porque não tem rodas
e não usa sutiã porque tem peito pequeno.
Eva tinha leite e veneno.
De poesia hoje em dia nada se cria.
Poema: Alice no país da mesmice
Edson Lopes
Este poema faz parte do livro que leva o mesmo nome, lançado em 2000 pelo poeta-professor Edson Lopes, nascido em Curvelo/MG e residente em Buritizeiro/MG.
quarta-feira, 2 de julho de 2014
Sarau de Música e Poesia
Este é um vídeo do I Sarau de Música e Poesia.
Aqui a piraporense Mariângela Diniz recitando um poema de Manuel Bandeira.
Dentro de um mês (dia 02 de agosto) outro sarau deste clube literário
vai homenagear a música e a poesia de Vinícius de Moraes.
terça-feira, 1 de julho de 2014
Sarau de Música e Poesia AFAP & Clube Literário Tamboril
Estamos preparando mais um encontro dos amantes da literatura e da música.
Nesse encontro trocaremos idéias, partilharemos sentimentos, livros, e apreciaremos o trabalho dos escritores de Pirapora e a Poesia de Vinícius de Moraes.
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Viva São João
Viva São João!
(Rafael Oliveira)
Num junho frio, São João,
pra isquentá a minha cama,
botei fogo no colchão.
Pilhei toras de desejo
pra acendê nosso rojão.
Que faz tempo que te espero...
Ah, não passa d'oje não!
Te arranco sarda,
trança e chapéu.
Te arranho com um bigode
de 'lápis creón'.
Não vai sobrar nem retalho de chita
pro véu...
Quero dançá colado
E depois de bem melado
E da fogueira já se ter apagado
Nos deitá na brasa
Do colchão lá de casa.
Ai, eu vou descobrir
O colorido de mil bandeirolas
No céu da sua boca...
Minha língua te acender
como um balão junino...
Sentir teu corpo tremer
e o balão subindo
enquanto dez mil 'bombinha de salão'
Do alto do seu voo
pelo céu do meu quarto
são lançadas em cheio
no meu peito inteiro...
Não haverá fole ou sanfoneiro
que consiga acompanhar
o ritmo da nossa quadrilha.
Ah, não passa d'oje não!
Pois só hoje é São João...
Vamo rolá no chão!
Vamo cendê balão!
Buscapé
Rastapé
Quentão.
Já mandei remendá meu terno
e infeitá nosso salão.
Se ocê qué, eu quero!
Não passa d'oje não!
Nosso são joão vai sê eterno...
Mesmo que não dure o inverno,
o junho, o frio, ...
Vamo tá sempre no cio
e incendiá o colchão.
Vai se queimá todo o quarto
com nossa fugueira de são joão.
domingo, 25 de maio de 2014
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Pra boi não dormir
Pra Boi Não Dormir
São 22:00 h... Tu és dez.
Desperta, em meu coração,
talvez durmas fora de mim.
Desconheço tuas noites
e tento estrangular meu ciúme.
Foda-se a minha vontade de te amar tanto!
Uma estrela espiona do céu
e ri-se do próprio medo,
depois que a claridade
roubada do sol, pela lua,
afugenta a chuva.
A poesia quer te dizer umas verdades...
Ei, eu tenho medo de chorar
diante de meu vizinho de cadeira de bar!
Eu tenho medo de denunciar
minha coragem de te amar, pra sempre...
Tenho medo da ilusão
de meu sentimento ser só tesão.
Letras embaralhadas tentam ecoar até acordar o sol.
São 22:00 h... Tu és dez.
Desperta, em meu coração,
talvez durmas fora de mim.
Desconheço tuas noites
e tento estrangular meu ciúme.
Foda-se a minha vontade de te amar tanto!
Uma estrela espiona do céu
e ri-se do próprio medo,
depois que a claridade
roubada do sol, pela lua,
afugenta a chuva.
A poesia quer te dizer umas verdades...
Ei, eu tenho medo de chorar
diante de meu vizinho de cadeira de bar!
Eu tenho medo de denunciar
minha coragem de te amar, pra sempre...
Tenho medo da ilusão
de meu sentimento ser só tesão.
Letras embaralhadas tentam ecoar até acordar o sol.
Vontade de rir loucamente de minha indescritível dor.
Domingo último me disseste
que posso me arrepender de te amar além da conta,
mas o estado discutível do coração supera minha lógica.
E a astróloga me dirá, amanhã, pela rádio,
que escorpiano é recheado de paixão.
Eu, perto do fim,
com medo da sensibilidade extrema,
tento hibernar, no verão,
o palhaço choroso dentro de minhas entranhas.
Um besouro mergulhas às 23:30 h na minha cerveja.
A minha certeza, em botão, desprimavera.
O meu pulmão engole a neblina
de um maço de cigarros.
(Alice no País da Mesmice, 2000)
quarta-feira, 14 de maio de 2014
''PEQUENAS PALAVRAS''
Voar
(Diogo Jùnio)
Asas para voar
perto ou longe
em um horizonte
onde nada se esconde
Voar
Acreditar.
Crias as suas asas.
Voar
se esforçar
você sabe voar!
Voar, em pensamento
Voar, com seus sentimentos
Voar, com todos os sentidos
e com sorrisos coloridos.
Voar
para criar
cativar
voar para sonhar.
Voar,
de pés no chão.
Voar
da melhor maneira:
Voar
Com o coração.
terça-feira, 13 de maio de 2014
Lamento Negro
Foi declarado a toda nação
Acabou-se a escravidão
Mas até hoje eu não sei
Parte da sociedade
Não aceita essa igualdade
E não respeita essa lei.
O negro vive inseguro
Sem amanhã, sem futuro
Sofre desespero e desamor
Sem motivo perseguido
Como se fosse um bandido
Por causa da sua cor.
Em plena era do centavo
O negro continua escravo
Em busca de libertação
Apenas mudou o cenário
Ele hoje é operário
E o sinhô se chama patrão.
É preconceito do nascimento à morte
O negro tenta mudar a sua sorte
Para viver e ser feliz
Com suor, trabalho e grandeza
Contribuiu com certeza
Para o progresso deste país.
(Poema de uma poetisa barranqueira.
Nesta data os versos da Maria Luizia Cardoso traduzem o sentido de relembrarmos a abolição da escravidão.
13 de Maio)
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Lança teu barco no mundo
Aprendi a andar nessas terras
Seguindo outro norte: o poente
Estradas de rio me levam
Me espreita o olhar de serpente
Daquele que inveja a coragem
De quem nem navega sozinho
E nem sequer teme a saudade
Do que não se traz na bagagem...
Do que ficou pelo caminho...
Estradas de rio me levam
Me espreita o olhar de serpente
Daquele que inveja a coragem
De quem nem navega sozinho
E nem sequer teme a saudade
Do que não se traz na bagagem...
Do que ficou pelo caminho...
Lancei o meu barco no mundo
Levava apenas poentes
Que guardava numa algibeira
Junto com algumas sementes
De sonhos de uma vida inteira
O resto eu não carregava
E nada guardava comigo
Seguia o curso das águas
Que inventa o próprio caminho
E esquece o olhar de serpente
De quem só viaja vazio.
Levava apenas poentes
Que guardava numa algibeira
Junto com algumas sementes
De sonhos de uma vida inteira
O resto eu não carregava
E nada guardava comigo
Seguia o curso das águas
Que inventa o próprio caminho
E esquece o olhar de serpente
De quem só viaja vazio.
Voltei pelo curso do rio
Aprendi o caminho da volta
Buscando a raiz, a nascente
Aprendi o caminho da volta
Buscando a raiz, a nascente
Já não tinha medo de nada
Da chuva ou da madrugada
Trazia na minha algibeira
Tudo o que colhi na ribeira
O rio embalava meu corpo
O vento embalava meu barco
E eu soube que não estive errado
Sonhei que a vida é um sonho
Aprendi a sonhar acordado!
Da chuva ou da madrugada
Trazia na minha algibeira
Tudo o que colhi na ribeira
O rio embalava meu corpo
O vento embalava meu barco
E eu soube que não estive errado
Sonhei que a vida é um sonho
Aprendi a sonhar acordado!
Lança teu barco no mundo, viaja! (Rafael Oliveira - 2013
Meninice (Isabel Lopes)
Meninice
(para a menina que mora dentro de cada mulher)
(Isabel Cristina Pereira Lopes)
Guarda contigo, menina,
o sorriso maroto e sincero
que o tempo não lhe pode roubar.
Teças com os fios do tempo
A fofa caminha onde vais dormitar.
Leva contigo, menina,
As alvas manhãs que a vida não lhe pode tirar.
Esqueças o peso dos anos,
Dos dias somados,
Brinque com teus anseios a tanto tempo guardados.
Atende a vida que clama,
A sorte que brama,
A teu palpitar.
Sejas insana,
te esqueças da idade madura
Faças de conta que o tempo parou.
Faças de conta que o tempo que passa não é tão veloz
Agarre na crina dos dias e faças a vida ouvir tua voz.
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