sexta-feira, 24 de junho de 2016

O livro ainda fascina!

O discurso de que o livro não é um objeto interessante, sobretudo quando as pessoas têm acesso à internet, televisão, games, etc, não convence pessoas que sabem o quão fascinante é a leitura. 
Os livros contam histórias e as histórias nos humanizam porque nos fazem pensar e sentir o mundo diferente; acendem uma luz dentro da consciência, e essa luz é a lanterna que usamos pra iluminar caminhos que nos levam além de nós mesmos.
Os livros de poemas contém ideias e percepções materializadas em versos. Ajudam a traduzir a alma, as sensações, os sentimentos. Ainda que não sejam capazes de fazer todas as correspondências entre o material e o imaterial, ajudam a gente a lidar com nosso universo abstrato e com as questões inquietantes.

Nós, do Clube, estamos felizes por promover o encontro entre as pessoas e os livros. 
Todo sábado, pela manhã, visitantes habituais e novos leitores procuram a Barraca do Clube Literário e a Geloteca para tomar emprestado histórias, poemas e ter com a gente a boa prosa de sempre.
 
Empréstimo de livros infantins na Barraca do Clube Literário Tamboril

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Quiproquó no casarão centenário

Fomos convidados pra fazer um sarau durante o Festival Grito Rock Barranqueiro, em meio à Exposição Quiproquó, que reuniu os trabalhos de seis artistas de Pirapora e Buritizeiro. 
O lugar escolhido por eles para expor foi o casarão onde hoje funciona a Fundação Caio Martins, prédio construído na primeira metade do século XX para abrigar o Hospital Regional Carlos Chagas, onde eram feitos os estudos de doenças tropicais. 
O prédio centenário também foi sede da Escola Naval e atravessou o período da ditadura militar no Brasil como internato, instituição de ensino para crianças e adolescentes carentes. 
O lugar encerra muitas histórias, parte delas carregadas de tristeza. 
Atualmente o prédio abriga as atividades da Fundação Caio Martins, atendendo crianças e adolescentes de 06 a 17 anos. 
Muitos dos que comparecemos ao evento ficamos assustados com o abandono do prédio de valor histórico tão grande. Ao mesmo tempo encantados com a atmosfera do lugar.
Na história do lugar ficou marcada também a nossa passagem: 
foi um sarau super!

terça-feira, 26 de abril de 2016

A poesia segue viagem!


Outro livro, outras viagens!
A segunda temporada de viagens literárias trouxe textos somente de escritoras que participaram do Sarau Inspirações Femininas.

A pressa, a vontade de chegar logo a um destino certo, os trajetos cotidianos, paisagens que passam pelas janelas repetidas vezes na mesma semana a caminho do trabalho, da escola, dos percursos inalteráveis. 
As viagens de quem segue nos ônibus urbanos rumo aos compromissos diários não precisam ser monótonas e restritivas. Não sempre.
Quando a gente criou o projeto Viagem Literária, lançando e distribuindo nossos livros nos ônibus, pensamos em ampliar as fronteiras e os percursos dessas viagens diárias, oferecendo aos passageiros o livro como veículo e a poesia ou a prosa como caminhos para se chegar a outros destinos.
Estamos felizes por tantos leitores que viajaram em nossos textos.
Em breve novas excursões por destinos que criaremos juntos!

segunda-feira, 11 de abril de 2016

II Sarau Inspirações Femininas





Olhar e canto e gesto e palavras e cores e tudo o mais que possa ser usado para mexer com a emoção da gente. 
As mulheres que se apresentaram no II Sarau Inspirações Femininas abusaram dos recursos de que cada uma dispunha e conseguiram criar, por alguns momentos, um mundo novo ao redor de si, de nós.
"Em tudo vejo poesia: 
[...]
Nada pode escapar ao olhar
que acende em minha cabeça
a busca da metáfora para a vida"

(Maria Bethânia Alves)
        


Na exposição de artes visuais que completou o sarau, foram as carrancas, desenhos, telas, fotografias e esculturas que falaram em nome das artistas. 

"Não é o horário, a tua roupa ou teu batom. Nada justifica! Vão te falar que não é coisa de mulher direita,
de moça que se respeita. Mas eu não!" 
(Beatriz Mota Cordeiro)



 
"Não importa quando
Um dia tudo acaba.
Não há nada sem um fim,
até o começo termina no meio.
As amizades que consideramos eternas
Serão como edifícios que oscilam e caem.
Os amores que  vivemos,
Serão como filmes empoeirados,
nas prateleiras, sem espectadores.
Os planos que temos agora, 
terminarão nas contretizações e fracassos."
(Fim ou começo? - Lúcia Sopas)




segunda-feira, 28 de março de 2016

Rádiopoesia


Cada vez que a gente entra no estúdio pra fazer um sarau somos sempre surpreendidos pela quantidade de pessoas que ainda ouvem rádio. Que ligam para deixar algum recado pra gente.

Tantas formas de interagir, de comunicar e de escoar a poesia, que a gente corre o risco de deixar passar despercebido o impacto que o rádio tem como meio de nos aproximar dos leitores/ouvintes. 

Só que agora já nos apegamos a essa modalidade de sarau. O Sarau Radiofônico veio pra ficar. 

Essa semana o sarau aconteceu na Rádio Pirapora AM, no programa do Rogério Carlos, como de costume.


A novidade foi que somente as vozes das mulheres foram ouvidas durante quase toda a programação. 

As integrantes do Clube e suas convidadas tomaram a palavra para falar sobre a questão da mulher e sobre empoderamento. 

Como não poderia deixar de ser, a 'prosa' entre as participantes do sarau foi costurada por poemas e músicas.

"Quando a gente trabalha a expressão da mulher a partir da arte, desperta uma potencialidade que a mulher, muitas vezes, nem imagina que tem"

Kênia Barros (arte-educadora diretora do Centro de Referência da Mulher)
"A beleza que habita nosso peito vem de dentro para fora e ela pura, não combina com inveja ou amargura, muito menos com a palavra preconceito. Gente burra é que tem esse defeito, falha que vem na estrutura, isso é coisa de gente sem cultura. E o mundo inteiro agora viu que as mulheres mais bonitas do Brasil comem ovo, feijão e rapadura."
Bráulio Bessa (declamado por Elaine Ramos)
"Quando nos meus braços te estreito
querendo talvez não te deixar fugir
sinto que a vida salta do meu peito
como ave que para o céu quer partir

Que fizesse parar o mundo 
quisera eu pedir a Deus, quisera
e até o tempo que a tudo passa

que me desse a mais um só segundo
para eu viver minha terna quimera
antes que ela se torne fumaça"

Lúcia Sopas (declamado por Beatriz)