quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Arrumando a casa

Nesses últimos meses o Clube contou com a ajuda de uma turma do bem para organizar e catalogar o acervo de livros dos nossos Pontos de Leitura.
 
 A partir de um projeto de Extensão do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais - IFNMG, coordenado pelo Bibliotecário Leandro, estudantes de Administração e Sistemas de Informação nos ajudaram a dar mais um passo na organização das nossas bibliotecas comunitárias: fizemos a escolha de um sistema de classificação dos livros; catalogamos e informatizamos todo o acervo que, em breve, poderá ser consultado online pelos nossos leitores a partir de site criado pela equipe do projeto.









                           
Muitas vezes, como leitores, frequentamos as bibliotecas e selecionamos os livros sem imaginar o trabalho por trás de toda a organização do espaço e dos livros. 
Esse projeto nos deu um pouco a dimensão desse trabalho. 
Sistema de Classificação por Cores (adaptado pelo Clube Literário Tamboril)
 Sobre o projeto aqui

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Diário de Férias



As melhores lembranças das férias escolares envolvem encontro com os primos, passeio na casa dos avós, tardes de clube e sorvete, festas do pijama, vídeo-game, brincar na rua e (pelo menos pra nós) livros, livros e livros.
O último sábado de férias foi, para os pequenos leitores do Clube, dia de festa.


Reunidos na Praça, os pequenos e seus pais, junto com a nossa trupe, fizemos nossa pequena festa literária. 
Teve Bruxa como protagonista de história infantil, jacaré falante, escultura de balão, pirulito, pinta-cara, correria, gargalhada. 
Faltou nada!










Certeza que esse fim de semana vai merecer um capítulo especial no diário de férias de muita gente!


Depois de toda uma manhã construindo boas lembranças de férias, a criançada ainda teve energia pra se despedir com um abraço e uma pergunta na ponta da lingua:

- Quando tem de novo?

Resposta: 

- Sempre tem!!!

domingo, 18 de junho de 2017

Cada biblioteca é do tamanho do mundo

Ontem, quando inaugurávamos mais uma minibiblioteca do Clube, a contadora de histórias Soraya Neres, ou melhor, a Tia Moranguinho, perguntou para as crianças 'o que tem dentro dos livros?'. 
Imediatamente todos responderam: histórias!!!
Daí percebi que a pequena Geloteca que entregamos àquelas crianças representa muito mais que uma coleção de livros e gibis.
Juntando todas as histórias que estão ali dentro temos um mundão a ser explorado.
Porque o mundo real não é nada mais que um conjunto de histórias sobre pessoas, lugares, animais, etc. 
Concordam?
Demoramos toda uma vida para escrever-ler uma parte ínfima dessa história.
Por outro lado, cada livro que lemos traz a oportunidade de somar ao nosso universo, de histórias vividas e imaginadas, os causos, contos, lendas e invencionices da cabeça de autores que compartilham as suas histórias conosco.

Cada biblioteca é do tamanho do mundo!
Eis a pequena Geloteca que agora pertence às crianças da Casa Abrigo, em Pirapora.
Tia Moranguinho e Tia Aninha, contadoras de histórias, apresentando os livros para a criançada da Casa Abrigo.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Noite de leituras dramáticas

Inaugurado mais um ponto de leitura do Clube!
Trata-se de uma Geloteca cujo acervo reúne todos os nossos livros de teatro.
Temos certeza de que estão em boas mãos e serão muito bem utilizados pela trupe de artistas da AFAP-Associação Faces da Arte de Pirapora.
Os livros irão atender aos grupos de teatro da região e também aos estudantes que necessitem consultar, pesquisar e montar peças teatrais para trabalhos escolares ou para outros fins.
A inauguração da Geloteca aconteceu em uma noite de leitura dramática, onde a PALAVRA foi a grande protagonista. 
  Os atores convidados passearam pelos gêneros dramáticos (comédia, tragédia, infantil) e emprestaram a voz e a emoção à personagens famosos da dramaturgia brasileira.





segunda-feira, 20 de março de 2017

Inspirações Femininas - Sarau Virtual

 
Todo ano um encontro de ideias e de formas de expressão da poesia se materializa em nosso Sarau Inspirações Femininas. 
Em 2017, o sarau, que provoca o debate sobre as questões da desigualdade e violência de gênero, extrapola os limites do tempo e espaço e ganha as redes. 
Cada vídeo-poema do Sarau Virtual apresenta algumas das mulheres inspiradoras que participam do projeto. 
 Deleite-se!
 
    
  

O sarau, na íntegra, está disponível no link Sarau Virtual Inspirações Femininas

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Porque hoje é sábado

Não há muito o que dizer dos dias ensolarados que circundam a praça em que habitamos. 
Pra saber do nosso sentimento, leia os sorrisos nas imagens deste post.
Para saber do acontecimento da Feira, leia os links

Clube Tamboril incentiva leitura de crianças em Pirapora, Norte de Minas   (Portal   G1 Grandeminas)

Feira de Artesanato de Pirapora: arte popular, literatura e café da roça  (Portal Upira)

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Um sarau para o Velho Chico



Quem vive nas barrancas do São Francisco sabe o quanto de poesia e mistério esse rio carrega em suas águas.
Todo canto ou verso composto para descrever a beleza ou o sofrimento vivido às margens do Velho Chico sempre fica devendo, é sempre pouco comparado com intensidade dramática do pôr do sol sobre as águas barrentas.
Não é raro acontecer da poesia diluída na água doce do rio ir, displicentemente, tomando conta do coração dos poetas. 

A poesia anfíbia do barranqueiro quando fala de amor, tem água clara.
                                                quando fala de ciúme, turva.
                                                quando fala de dor, é pedra cortante no leito seco.
                                                quando é saudade, é apito de vapor.
                                                quando é tristeza, é estiagem.
                                                quando é raiva, é fel de peixe podre na margem.
                                                quando é inocência, é piaba.
                                      quando é da vida que se fala, é carranca, é medo de afogamento, é remo quebrado, é tamboril na praia, travessia, mergulho, canoa, é água, água, água. 

Um sarau feito para o rio é uma tentativa de autoanálise coletiva! 
Vera, Dóris e Ilzerita (artistas cuja obra foi o eixo central do Sarau São Francisco: nosso rio, nossa gente)

Neste sarau foi lançado o CD São Francisco: nosso Rio, nossa gente, trabalho que reúne poemas musicados que contam histórias 'das menina', Dóris, Ilzerita e Vera, que na década de 60 experimentaram registrar o que vivenciavam enquanto o rio espreitava suas descobertas, namoros, aventuras e sonhos.






"Meu velho rio, sei que existe em nós
Muita coisa em comum! Eu sei que existe!
Na tua voz enluarada e triste,
Eu julgo ouvir a minha própria voz.

E assim te vendo, São Francisco imenso,
A vagar no mundo como eu, a esmo,
Buscando alívio dentro de tu mesmo,
Das nossas vidas eu, à vezes, penso

Que esta fuga na asa da mentira
Faz a tua alma gêmea com a minha:
Tornas canção a dor que te espezinha
E eu canto as mágoas ao tanger da lira!"

(trecho do poema AFINIDADE, de Dóris Álvares, lido por Delin)

"Quando eu me sentir assim num riso leve
Tão doce e puro, e simples e feliz
De tal maneira que não se descreve
no mais belo dos versos que fiz...

Quando eu colher ao longo do caminho
os momentos de luz e de esplendor
Façam silêncio, falem bem baixinho
Eu te encontrarei e tu serás AMOR!"
(da Música a tua espera, de Dóris Álvares e Ilzerita Rodrigues)

Elaine Mourão, atriz, homenageou figuras populares com um poema de Israel Ramos, seu pai
"Som de cachoeira acalentando o meu sono
Rio que lava tantas e tantas mágoas
Carrega minhas lágrimas
Para salgar mais o mar...
Como não te amar?
Passeio em tuas ruas com carinho.
E nessa troca, há sempre um sorriso,
Um abraço, um beijo a se ofertar.
Sinto-me aninhada nesse amor.
Aqui quero ser plantada
Quando, a contragosto, me for..."

(trecho do poema de Lúcia Sopas, Pirapora, meu amor) 

 












Cia de Danças Zabelê, homenagem à cultura popular no Sarau para o Velho Chico

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Conversando a gente se entende


O ato de ler, ou de escrever, pode ser muito solitário. 
Isso não nos impede de experimentarmos formas de compartilhar nossas vivências literárias uns com os outros

Com as rodas de conversa e de leitura a gente consegue sair do isolamento, quase sempre inevitável, que nós impõe a literatura.



Trocar ideias, falar sobre nossas influências e interesses literários, ler juntos, tudo isso nos aproxima e instiga ainda mais a conhecer novas pessoas, e novas obras também.


Nas rodas de conversa promovidas pelo Clube temos nos deliciado com as descobertas que nascem de cada encontro.






Em um desses encontros, uma aluna disse: "a conversa me deu mais vontade de ler!". 
Estar com os alunos-leitores-escritores das escolas públicas e trocar experiências com eles nos mostrou que fala-se pouco de literatura, até mesmo nas escolas.
Abrir mais espaços para falar de literatura, de uma forma descontraída e espontânea, talvez seja um caminho pra incentivar as pessoas a lerem mais.